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Hospital Eduardo de Menezes é referência no tratamento da aids

O Hospital Eduardo de Menezes, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, orienta e atende 500 pacientes por mês no tratamento de aids. Hoje, existem pacientes portadores do vírus HIV que estão há mais de 20 anos sendo acompanhados na unidade. Para os que fazem uso correto da medicação, a expectativa de vida é igual à da população em geral. Atualmente, a aids é considerada uma infecção crônica, com tratamento, e não mais uma “sentença de morte” para quem tem o diagnóstico soropositivo. Mesmo com as campanhas promovidas pelos órgãos governamentais e instituições privadas, o preconceito ainda é a maior dificuldade nos tratamentos.

“Quando contei para minha mãe ela ficou indignada e, ao invés de me apoiar, foi a primeira a me condenar. Sofri o preconceito na pele e de onde eu menos esperava”, revela Aline Michele, nome fictício de uma paciente que é atendida no HEM. Ela sabe que foi contaminada pelo namorado. Descobriu que era portadora do vírus quando foi fazer um exame admissional e, por isso, não conseguiu o emprego. A situação ilustra bem a importância do slogan da campanha deste ano do Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro: “Viver com aids é possível; com o preconceito não”.

Para Serafim Bento, 47 anos, que há 11 sabe que é portador do HIV, a descoberta o deixou transtornado. “No dia em que soube, abandonei minha família e fui embora. Sai pelo mundo desorientado”, lembra. A mãe dele correu atrás em busca de notícias e pediu-lhe que voltasse para casa, dizendo que a situação não era motivo nenhum para que o filho ficasse sozinho no mundo. A aceitação por parte da mãe foi um alívio e sinal de força para Serafim, que hoje vive muito feliz e não tem medo de contar que é soropositivo, embora tenha perdido a audição em decorrência de uma meningite contraída por causa de complicações da doença. O medo, assim que descobriu que era portador do vírus, não permitiu que ele procurasse ajuda nos primeiros cinco anos. Atualmente, integra a ONG Grupo Solidário e é um dos mais engajados pacientes do Hospital Eduardo de Menezes. “Trabalho que me ajudou a levantar a cabeça e me sentir vivo”, declara.

O Hospital Eduardo de Menezes, referência estadual também nesses casos, promoveu ações de conscientização, mais uma vez. A unidade é referenciada com o maior número de leitos, incluindo as vagas no CTI. Interna em média 26% de todos os pacientes de aids no Estado. São cerca de 100 internações mensais. O HEM ainda oferece o Hospital-dia (com mais de 50 pacientes cadastrados) e o ADT – Atendimento Domiciliar Terapêutico (que varia o atendimento de acordo com a necessidade dos pacientes). O serviço ambulatorial atende cerca de 500 pacientes por mês.

Aids chega à terceira idade

O perfil dos pacientes soropositivos, hoje, é semelhante ao que se nota em todo o país: a maioria é do sexo masculino, heterossexual. Já está sendo observado o crescimento do número de casos em pessoas com mais de 50 anos de idade. Isso se dá também pelo fato de ter aumentado a expectativa de sobrevida desses pacientes: alguns estão há mais de 20 anos em monitoramento no HEM.

A gerente assistencial do HEM, Tânia Maria Marcial, observa que os pacientes que se internam são os que já tinham a doença, mas ainda não sabiam. “Infelizmente, estes chegam numa fase avançada. Temos também os casos daqueles que sabem, mas não fazem o uso correto da medicação”.

O tratamento para os portadores do vírus HIV é feito com medicamentos antirretrovirais (coquetel). Todos os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde são fornecidos aos pacientes cadastrados no Hospital Eduardo de Menezes, assim como o acesso aos serviços oferecidos, como exames para diagnóstico e acompanhamento dos casos.

O ambulatório de Infectologia possui a equipe multidisciplinar com especialistas em neurologia, nefrologia, pneumologia, cirurgia (geral e de tórax), urologia, oftalmologia, entre outros. Os pacientes contam ainda com enfermeiros e técnicos, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais e dentistas. “O ponto relevante dessa equipe é a humanização do atendimento, proporcionando mais segurança e conforto aos pacientes”, garante a gerente.

O hospital também oferece equipe multidisciplinar para atendimento em domicílio. Esses profissionais atendem aos doentes com complicações, seja porque fazem uso incorreto dos medicamentos, ou por apresentarem distúrbios psiquiátricos, sem condições de se deslocarem ao HEM ou, ainda, se precisarem de avaliação por períodos mais curtos. Quando o doente apresenta melhora clínica é liberado para acompanhamento ambulatorial. O serviço de Hospital-dia atende aqueles que precisam utilizar medicamentos por via venosa, de forma constante.

Manual

Dentro da programação do Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Hospital Eduardo de Menezes lançou o manual “Orientações aos Pacientes”, elaborado pelos profissionais do Ambulatório de Infectologia, com todos os esclarecimentos sobre a doença e tratamento correto, inclusive sobre dúvidas cotidianas de quem faz uso da medicação. Foi também realizada palestra, além de mostra de material informativo e oficinas, corte de cabelo para os pacientes e uma missa para os funcionários, portadores do vírus e comunidade.

O HEM fica localizado na avenida Dr. Cristiano Rezende, 2.213, Bairro Bom Sucesso, Belo Horizonte.

Aids: principais dúvidas

O que é a aids?

A aids é a doença que se manifesta alguns anos após a infecção do organismo humano pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana). O tempo é variável. Algumas pessoas podem adoecer mais rapidamente, outras podem continuar sem sintomas durante anos. O paciente é acompanhado para avaliar quando terá indicação para início do tratamento, pois cada um responde de um jeito à infecção.

Como é o “coquetel”?

O tratamento para o HIV é feito com uma combinação de medicamentos, nunca com um remédio só, por isso é conhecido como coquetel. O tratamento é muito eficaz, permite a recuperação das defesas do corpo e uma vida saudável, mas exige grande disciplina. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias, sem exceção. Se há falhas no tratamento, o vírus pode se tornar multirresistente, agravando o quadro.

A aids deve ser encarada hoje como uma doença crônica com tratamento, assim como a hipertensão arterial e o diabetes. Com a carga viral controlada e o número de linfócitos (CD4) alto, a pessoa fica livre de doenças oportunistas e dos efeitos diretos do HIV.

É preciso separar pratos e talher de quem é soropositivo?

Não, nem lavar roupas separadas. Basta manter precauções com relação a sangue e secreções genitais.

Quem tem o vírus HIV pode ter filhos?

No caso do paciente demonstrar este interesse, deve discutir com seu médico a respeito. Se a carga viral está indetectável, é possível pensar nisto, mas ainda existe uma pequena chance de transmissão para o bebê. Ao contrário, o risco de transmissão para a criança seria muito elevado e recomenda-se evitar a gravidez. O telefone de orientação para gestantes soropositivas é 0800-777-1080 (“gestação positiva”).

Estes e outros esclarecimentos sobre, por exemplo, efeitos colaterais da medicação, orientações nutricionais e dos serviços oferecidos pelo HEM estão no manual “Orientações aos Pacientes”.

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6 Respostas

  1. Exelentes esclarecimentos sobre a AIDS.Gostaria de ser informada sempre que houver qualquer novidade em relacao a essa enfermidade.

  2. estou com a minha irmã internada no hospital evangélico bh mas o estado de saúde estar muito debilitada gostaria que ela trata-se com vcs pois tenho boas referencias do hospital e muito urgente a saúde e grave.

    abraço luiz antonio goulart tel contato 9904-8854 9807-6667

    • oi boa tarde tive um ano dificil foi o de 2013 e passei o ano todo internada no hospital eduardo de menezes fui muito bem tratada e respeitada,me recuperei graças a vcs q fizeram de tudo para tratamento dar certo .obrigada agradeço a todos de coraçao .um abraço.

  3. Sou lourdes estou passando para parabenizar o hospital eduardo de Meneses pelo o bom tratamento que deu a minha filha que contraiu meningite com 14 anos.ficou enternada 18 dias com agudas em primeiro lugar deus e segundo lugar todas as equipes medica ela ficou curada.obrigado a todos

  4. Fui visitar uma paciente no eduardo menezes com duas criancas e fiquei no patio com medo pq o segurança disse que n poderiam ter ido qual o grau de contaminação do lado de fora.

  5. Gostaria de saber como é que faço para consseguirvo tratamento ???

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